O dia dos namorados passou. Muitos deram e se deram em presentes dos mais variados, e é claro, bons elogios fazem parte da história. Neste saudoso cenário, gentilezas enredam sonhos intrigantes. Numerosos casais, dentre os mais antigos, aos recém enamorados, dos admiradores secretos, aos enrolados, todos eles, aguardam pelo conforto e o zelo de seus amados. No entanto, os anseios pelas recíprocas, os medos, as incertezas, as ansiedades, demonstram notoriamente o desejo incompreensível de, em alguns casos sabotar a vida e a si mesmo, por razões diversas que não trazem relevância alguma ao que mais de valor importa na equação, o coração. Apesar da prudência, insistimos em errar pela incoerência, e acertar na causalidade da inocência. Ó invulnerabilidade cruel, como os corações são tão enganosos? Em meio a individualidades, à corruptibilidade humana, somos tentados a “amar” nos apropriando dissimuladamente do outro.


Se amar é ser amado, vivamos então felizes e em paz, ponto. Onde houver conflitos, compreenda e não julgue, esqueça as razões, as tais só produzem injurias e contendas. O mais importante é ser feliz consigo mesmo, talvez depois sejamos capazes de contribuir na felicidade do outro. Ora, sim, esta é a exótica rotina dos casais, mesmo de forma casual ou superficial, de um modo geral, sempre buscamos o amor, ainda que para uns esse amor signifique o ato de suportar o outro. No entanto, viver momentos ternos e inesquecíveis realmente não tem preço. Curtir o tempo sem pressa ou mesmo, desfrutar dos sabores a dois onde mesmo que para alguns o amor e o sexo se confundam, a alegria infinda reservada aos tripulantes do grande Titanic da vida se não for renovada um dia se acaba, já para outros é motivo ou motivação para uma nova ou longa jornada.


Bonita é felicidade, quem nunca a cobiçou? Estar juntos, a mesma sintonia, olhar e ser olhado, notar e ser notado, e embora isto até pareça romântico demais, sinceramente parece-me ser o que desejam, dos mais antiquadros aos modernos, todos querem ser amados. Isso até me faz pensar na beleza dos crepúsculos brilhando na escuridão ou na singeleza dos guarás, que ao entardecer se recolhem nas matas se preparando para mais uma noite iluminada. É certo que amar faz parte da trajetória do ser humano, não do homem, do ser humano, essa é a vida. Bonita, bonita é a felicidade na luta pelo bem, o caminho que valoriza a paz interior, o outro. O contentamento de ambos, os corações, onde nessa batalha o que se preserva e se define é verdadeiramente o amor, bonita é a felicidade.

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